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Reforma Tributária: Entenda as Mudanças

  • 6 min read
Escrito por: Ana Carolina

A Reforma Tributária no Brasil, instituída pela Lei Complementar 214/2025, marca a maior mudança no sistema de impostos do país. O objetivo é simplificar regras, reduzir burocracias e tornar a cobrança mais clara. Entenda de forma simples como a reforma vai impactar seu negócio e prepare-se para a nova era fiscal.

O sistema tributário brasileiro se formou ao longo de décadas sem uma reorganização completa. Novos impostos surgiram para corrigir problemas pontuais, mas acabaram criando um conjunto de regras confuso e difícil de administrar.

Existem muitos impostos com regras próprias que mudam conforme o estado ou município. Empresas lidam com alterações e obrigações diferentes em cada local. Esse cenário torna o sistema complexo, eleva custos e gera insegurança para quem produz, vende ou consome.

Parte dos impostos é cobrada no local onde a empresa produz ou presta o serviço. Ou seja, estados e municípios mais ricos concentram mais empresas e, por isso, arrecadam mais. Esse modelo aumenta a desigualdade, pois regiões menos desenvolvidas recebem menos recursos.

Empresas pagam imposto em várias etapas da cadeia produtiva. Como um tributo entra no cálculo do outro, ocorre o chamado imposto sobre imposto. Esse acúmulo eleva o preço final dos produtos e impede que o consumidor saiba quanto paga, de fato, em impostos.

A principal mudança é a substituição de quatro tributos complexos: ICMS, ISS, PIS e Cofins pelos novos: IBS, CBS, que compõem um modelo moderno de IVA Dual, já adotado em 174 países e considerado internacionalmente o melhor modelo de tributação do consumo.

A reforma também contempla a criação do Imposto Seletivo (IS), criado para desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O IPI será extinto de forma geral, permanecendo apenas para operações ligadas à Zona Franca de Manaus.

Reforma Tributária: novos tributos

Esse novo sistema simplifica regras ao unificar impostos e padronizar a forma de cobrança em todo o país. Com menos exceções e normas diferentes, o objetivo é fazer a economia brasileira crescer de forma sustentável, reduzir as desigualdades sociais e regionais e assegurar mais transparência fiscal.

A reforma substitui vários impostos por um modelo mais simples. Com menos tributos e normas padronizadas em todo o país, empresas deixam de lidar com legislações fragmentadas entre estados e municípios.

Com a reforma, os impostos passam a ser cobrados no local onde o consumo ocorre, e não mais onde a empresa produz. Com a mudança, a arrecadação ocorre de forma mais justa e fortalece o desenvolvimento regional.

Empresas passam a recuperar o imposto pago nas etapas anteriores da cadeia produtiva, o que evita acúmulo de custos, tende a reduz preços e aumenta a clareza sobre os impostos pagos pelo consumidor.

Extinção completa do ICMS e ISS. O novo sistema de IVA Dual (CBS + IBS) passa a operar plenamente em todo o território nacional.


As empresas do Simples Nacional e MEI, ficam dispensadas de informar IBS e CBS no primeiro ano de vigência das novas regras. O início da vigência efetiva do novo modelo de tributação sobre o consumo ocorre em 2027. Com a reforma, as empresas do Simples passam a ter duas opções em relação ao IBS e à CBS:

• Manter o recolhimento pelo Simples, com pagamento dentro da guia única.
Nesse caso, a empresa pode transferir aos clientes os créditos correspondentes ao imposto pago nesse regime.

• Recolher IBS e CBS pelo regime normal, fora do Simples.

Nessa opção, a empresa continua no Simples para os demais tributos, mas passa a gerar e transferir créditos integrais de IBS e CBS, o que aumenta a competitividade, especialmente em vendas para outras empresas.

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